Minha boca adormecida ganhou vida quando se aproximou do teu corpo, provocando torturas de prazer.
Roçou na pele nua do pescoço, caminhou por tua nuca, embrenhou-se pelo interior de tuas orelhas chegando docemente ao teu colo, onde se postou perto dos maravilhosos seios erguidos contra o cetim do teu vestidinho decotado de alça branco.
-Ali ficou.
Molhou o tecido rodeando os mamilos róseos arrepiados que denunciavam a excitação, deixando as auréolas visíveis no pano branco, agora transparente.
-Gostoso este gemido que sai da tua boca.
Aperta as coxas, esfrega uma na outra numa fricção de desejo.
As mãos ajudam fazendo deslizar as alças do vestido, descendo o cetim até aos quadris, depois o faz cair, escorregando pelas coxas, até ser largado definitivamente no chão. Ficando o corpo protegido apenas por um pequeno triângulo de lycra vermelha, que cobre o mais íntimo e secreto dos teus segredos.
-Bate então a duvida cruel, subir ou descer?
A decisão?
A língua, agora mais levada, desce por entre os seios e dirige-se para o centro do teu corpo acordado. Risca uma linha molhada na pele sedosa.
Indo parar no teu umbigo, onde penetra e fica circundando, criando uma leve poça de saliva.
-Gostoso o suspiro que sai da tua boca.
A língua quente e úmida continua, rasga tua pele quente, suga os mamilos rodeando-os, te arrepiando, a boca morde a carne.
-Gostoso te ver assim excitada.
Pede, implora, suplica.
A língua se aproxima do púbis, que ainda se esconde atrás do minúsculo triângulo de lycra, deixando-o molhado tanto pela saliva quanto pela abundância de néctar expelido pelo interior do teu corpo.
Os olhos lacrimejam de prazer. Tua boca entreaberta de desejo libera gemidos e suspiros.
Novamente a cumplicidade das mãos e boca fazem a lycra vermelha desaparecer como por encanto, restando apenas o corpo nu e as coxas entreabertas.
-Coloca dois travesseiros por baixo das deliciosas ancas, elevando teus quadris, separa os joelhos num frenesi deixando as pernas completamente abertas com teu sexo exposto, desejoso de mais prazer.
A língua enrijecida e úmida se contorce pela tua cintura, salta o teu ventre alcançando o interior de tuas coxas, a ponta percorre toda a extensão das virilhas, sobe e desce deixando nelas um rastro molhado.
-Enfim nela.
Chegando à porta do teu sexo, meu céu, a boca enlouquecida distribui beijos por toda área, sobe e desce por entre os grandes lábios, a ponta da língua, como uma navalha afiada, corta toda extensão do paraíso, indo e voltando do umbigo ao cóccix, passando pelo períneo indo até teu anus, pressionando-o...
-Levanta ainda mais as nádegas.
Boca suga, chupa, a língua endurecida e enfurecida força a entrada pro teu interior, entra e sai da tua vagina em movimentos ora retos e ora circulares. Fazendo breves pausas pra aumentar o teu prazer...
Sai definitivamente e sobe, vai de encontro ao teu maior desejo.
-Qual?
Ter teu clitóris completamente devassado.
Boca e mão unidas por uma única causa, teu prazer.
-Suspira, chegou.
Os dedos de uma das mãos, molhados com o sumo despejado por você, massageiam delicadamente teu clitóris, já a outra, livre, abusa de suas entranhas, invadindo sem o menor pudor as fendas do teu corpo. Enquanto a boca se alterna entre beijos suaves e fortes deixando a língua brincar, no grelo intumescido, por longo tempo, desenhando um oito a sua volta, oito, símbolo do infinito, infinito do teu prazer!
